Raphael Samú

 

Nasceu em 9 de outubro de 1929, em São Paulo, filho de imigrantes (pai húngaro e mãe romena). Em 1947 concluiu o curso profissionalizante de Tecelagem. No ano seguinte iniciou os estudos artísticos e em 1949 ingressou na Escola de Belas Artes de São Paulo, onde formou-se em escultura em 1955. Participou de exposições e ganhou prêmios antes mesmo de concluir o curso de graduação e assim prosseguiu por toda a sua vida artística. Em 1961 se tornou professor da Escola de Belas Artes do Espírito Santo, e depois do Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo, fato que o levou a mudar-se definitivamente para a Grande Vitória.

 

Artista formado em pleno modernismo paulista, Raphael Samú se distingue pelo refinamento técnico dos vários meios de expressão e pela heterogeneidade estilística, tanto nos trabalhos figurativos quanto nos abstratos.

Uma parcela da sua obra, a mais conhecida, é parte integrante do patrimônio artístico e urbanístico da cidade de Vitória. São serigrafias para capas de livros, revistas e cartazes, e mosaicos feitos em fachadas ou interiores de edifícios. Essa “arte pública” caracteriza-se por formas harmoniosas e ordenadas, abstratas ou figurativas, feitos por encomenda do Poder Público ou de particulares. Ou seja, o artista usou sua capacidade expressiva para satisfazer os anseios e vaidades alheios, mas acabou contribuindo para a produção do patrimônio cultural urbano do Espírito Santo, especialmente da capital, Vitória.

 

Outra parte de sua produção se presta antes de tudo à autoexpressão do artista. Exprime os seus sonhos, delírios, sentimentos de medo e angústia e a sua percepção social. São desenhos, pinturas, gravuras, serigrafias, xilografias e mosaicos, além de técnicas mistas, em produções figurativas ou abstratas, que não apresentam a mesma construção ordenada e harmoniosa da sua “arte pública” feita por encomenda. Os desenhos em geral são esboços ou registros do cotidiano, com maior leveza e fluidez dos traços e cores. A temática onírica do sonho (e do pesadelo) se mostra com força nas gravuras e serigrafias.

 

Exposições individuais

 

1964 - Galeria Solarium – São Paulo

1970 - Campus Universitário UFES, Vitória.

           Banco de Pernambuco, Vitória

1977 - Galeria de Ate e Pesquisa da UFES

1979 - West Virginia State College, Charleston, EUA

           Oglebay Institute, Wheeling, EUA

           Marshall University, Huntington, EUA

1985 - Galeria José Rato, Vitória, ES.

1996 - “Meditação”, Espaço Cultural Yázig Internacional, Vitória.

 

Exposições coletivas

 

1967 - XI Bienal de São Paulo

1968-69 - II Bienal da Bahia

1970 - I Salão de Artes Visuais do Rio Grande do Sul

1972 - IV Salão de Arte da Prefeitura de Belo Horizonte

           Exposição do sesquicentenário da Independência do Brasil – Ministério da Educação e Cultura, RJ.

1976 - Galeria de Arte de Pesquisa da UFES

1978 - Galeria de Arte e Pesquisa da UFES

           Artistas do Espírito Santo, Galeria Funarte Sérgio Milliet, RJ.

           Quatro Artistas Capixabas, Universidade Federal de Juiz de Fora.

1979 - Artistas do Espírito Santo, Galeria Funarte Goeldi, Brasília, DF.

1985 - “O Desenho Capixaba”, Galeria de Arte e Pesquisa da UFES.

1986 - Kroma Galeria de Arte, Vitória, ES.

1987 - “Coletiva de Professores do Centro de Artes da UFES”, Hotel Porto do Sol, Vitória.

           “Arte sobre Papel”, Palácio Anchieta, Vitória.

1988 - “Gravura Capixaba”, Galeria Alvaro Conde, Vitória

1993 - Caixa Econômica Federal, UFES.

1994 - Galeria Ana Terra no Shopping Vitória (ES).

1995 - “Memórias e tendências”, Galeria Ana Terra Shopping Vitória.

           “Aspectos arquitetônicos”, Galeria Homero Massena, Vitória.

           “Samú e Freda”, Espaço Universitário UFES.

 

Prêmios

 

1956 - Primeiro Prêmio de Gravura (Centro Acadêmico de Belas Artes de São Paulo).

           Medalha de Prata (Salão de Santo André).

1958 - Menção Honrosa em Pintura (I Salão de São Bernardo do Campo).

           Pequena Medalha de Bronze (I Salão de São Bernardo do Campo).

1959 - Prêmio Aquisição (23º Salão Paulista de Belas Artes).

           Prêmio em Arte Decorativa (VIII Salão Paulista de Arte Moderna).

           Prêmio em Arte Decorativa (II Salão de São Bernardo do Campo.

           Pequena Medalha de Prata Arte Decorativa (XXIX Salão Paulista).

1960 - Grande Medalha de Prata Arte Decorativa – IX Salão Paulista de Arte Moderna.

           Pequena Medalha de Prata Arte Decorativa (XXV Salão Paulista de Belas Artes).

           Prêmio Aquisição Arte Decorativa – XXV Salão Paulista de Belas Artes.

1961 - Pequena Medalha de Prata Arte Decorativa – XIII Salão Oficial de Santos (SP).

           Grande Medalha de Prata Desenho (IV Salão de Belas Artes) São Bernardo, SP.

           Prêmio Aquisição Arte Decorativa (X Salão Paulista de Arte Moderna).

1966 - Medalha de Bronze Gravura (I Salão do MAM do Espírito Santo).

1967 - Medalha de Bronze Pintura (XVI Salão Paulista de Arte Moderna).

           Grande Medalha de Ouro Desenho (II Salão do MAM do Espírito Santo).

           Prêmio Realtur (Salão do Pequeno Quadro), Belo Horizonte.

1968 - Segundo Prêmio de Desenho (III Salão do MAM do Espírito Santo).

1982 - Prêmio Aquisição (I Exposição Coletiva de Artistas Plásticos Capixabas), Câmara Municipal de Vitória.

 

Atividades didáticas

 

Professor titular – Centro de Artes da Universidade Federal do Espírito Santo desde 1961.

Professor de pintura na I Semana de Arte de São Mateus – 1974

Professor de gravura na II, III e IV Semana de Arte de São Mateus – 1974 a 1977

Professora de Gravura na I Semana de Arte de Santa Teresa – 1979

Professor de Serigrafia e Mosaico em West Virginia State College, Charleston – Oglebay Instituto, Whelling – Marshall University, Huntington – 1979

Diretor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Espírito Santo de 1963 a 1966.

Chefe do Departamento de Formação Artística (DEFA) do Centro de Artes da UFES de 1972 a 1975.

 

 

 

 

Por Matheus Boni Bittencourt.

Especialista em Desenvolvimento Humano e Social